Indústrias de açúcar e álcool do Paraná lançaram hoje (20), no Palácio Iguaçu, sede do governo do Estado, um programa que visa expandir a produção de cana-de-açúcar e modernizar as instalações industriais, com investimentos de R$ 1,8 bilhão. Na quarta-feira, representantes do setor e do governo do Estado estarão no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para apresentar o projeto e reivindicar o financiamento de R$ 1 bilhão. O restante seria investido pelo próprio setor.

“A obrigação do governo é antecipar o que vai acontecer, por isso reconhecemos a qualidade estratégica do setor”, disse o governador Roberto Requião (PMDB). Segundo ele, o governo entrará apenas com o apoio estratégico para desenvolver o projeto. Requião afirmou já ter tido um contato inicial com o BNDES e as perspectivas são boas para que haja o investimento.

Com o investimento, o presidente da Associação de Produtores de Álcool do Paraná (Alcopar), Anísio Tormena, acredita que haverá uma expansão de 150 mil hectares da área plantada, que hoje é de 340 mil hectares. Com isso, dentro de dois anos o Estado poderá acrescentar 1,1 bilhão de litros de álcool à produção atual de 1,2 bilhão de litros e 1,8 milhão de toneladas de açúcar. “Temos um potencial fantástico no Paraná”, afirmou Tormena. Ele acredita que a safra, hoje de 28 milhões de toneladas de cana, tenha aumento de 45%.

Os investimentos deverão ser realizados sobretudo nas regiões Noroeste e Norte Pioneiro do Estado. A previsão é de que o setor, que hoje emprega 70 mil pessoas, agregue 16 mil postos.

A Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina estuda a possibilidade de instalação de um terminal exclusivo para exportação de álcool. Hoje, a exportação paranaense chega a cerca de 200 milhões de litros anuais. Também está em estudo a construção de um duto que levaria o álcool de Curitiba a Paranaguá, numa extensão aproximada de 100 quilômetros. “Teríamos uma grande economia com logística”, disse Tormena.