Depois de quatro meses consecutivos de saldo negativo, a balança comercial do setor têxtil voltou a apresentar superávit comercial, com US$ 3,4 bilhões em setembro. Segundo a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e do Vestuário (Abit), que compilou os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, as exportações somaram US$ 174,6 milhões e as importações, US$ 171,2 milhões. Ainda assim, no ano até setembro o setor acumula déficit de US$ 69 milhões, que substituiu o resultado negativo de US$ 409 milhões registrado pelo setor no mesmo período do ano passado.

O setor têxtil e do vestuário será um dos três beneficiados (junto com calçados e móveis) pela ampliação da linha de capital de giro do Banco do Brasil, com recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse ontem que vai anunciar ainda nesta semana – para atender a setores com dificuldades por conta do câmbio.

De acordo com a Abit, o desempenho positivo de setembro está relacionado à exportação de fibras de algodão. Não fosse esse item, o setor teria apresentado déficit de cerca de US$ 30 milhões. Na comparação com setembro de 2005, as vendas externas recuaram 19,2%. No acumulado de janeiro a setembro, a queda foi de 3,64% sobre o mesmo período do ano passado. Já as importações cresceram 26,9% em setembro ante setembro de 2005. No acumulado do ano, o incremento foi de 37,4%.

O setor de vestuário continua a apresentar resultados ruins. Em valores, o setor exportou, de janeiro a setembro deste ano, US$ 206 milhões, ou 20,1% menos que no mesmo período de 2005.