O presidente da Câmara, Severino Cavalcanti, antecipa o seu retorno ao Brasil e admite que vai se licenciar do cargo para permitir as investigações sobre a denúncia de que teria recebido propina em troca da prorrogação do prazo de concessão ao restaurante Fiorella, na Câmara.

Em entrevista no escritório da missão brasileira na Organização das Nações Unidas (ONU), Severino reafirmou que renúncia não é palavra do seu vocabulário.

"Vou conversar com os meus auxiliares em Brasília e eu quero que tudo seja examinado. Não aceito ser enforcado antes da hora", disse Severino, referindo-se à decisão de licenciar-se do cargo. Ele está retornando ainda hoje ao Brasil. Pela programação, ele retornaria somente neste sábado.

O deputado reafirmou que é inocente e que não há provas que o incriminem. Severino negou que tenha assinado contrato com o dono do Fiorella, Sebastião Augusto de Buani e desafiou o empresário a apresentar o cheque que lhe teria pago.