presidente da Câmara, Severino Cavalcanti (PP-PE) fez há pouco um apelo aos
empresários para que façam um acordo com o governo, em torno da medida
provisória 232, para que ela seja votada até o próximo dia 31, quando a medida
passará a trancar a pauta dos trabalhos na Casa. "Queria fazer um apelo aos
empresários que têm muita força, que entrosem um entendimento com o governo para
que a Câmara não pare e não prejudique os trabalho de legislar dos deputados",
disse Severino a uma platéia de 20 representantes de entidades empresariais, do
comércio e das centrais sindicais, reunida para discutir a MP 232. Líderes da
oposição, que participaram da discussão, reafirmaram posição contrária à MP. O
líder do governo na Câmara, Professor Luizinho, e os líderes dos partidos da
base aliada não participaram do encontro.

O relator da MP na Câmara,
Carlito Merss (PT-SC) limitou-se a explicar que a comissão mista do Congresso
está ouvindo representantes de entidades e que a idéia inicial é fazer um
trabalho em conjunto com o Senado para tentar conseguir em duas semanas um
denominador comum sobre a questão.

A reunião de Severino com os
representantes de entidades empresariais foi uma tentativa da Câmara de assumir
a discussão da MP. A comissão mista criada para discutir a medida provisória
teve o seu prazo regimental encerrado no dia 27 de fevereiro.

Apesar
disso, o senador Romero Jucá (PMDB-RR), relator da comissão, continua fazendo as
negociações com o governo, explicitando mais uma disputa entre Câmara e Senado.
Representantes das entidades reafirmaram as críticas à MP e pediram que ela seja
rejeitada. "Queremos dizer que o problema do Brasil não é de arrecadação. Nosso
problema é de despesas", afirmou o representante da Confederação das Associações
Comerciais do Brasil, Luiz Otávio Gomes.

O presidente da Câmara disse ser
solidário com o movimento contrário à MP. "Não é possível votar a matéria como
está. Tem de haver modificações profundas", defendeu.