A diretora-financeira da companhia SMPB Comunicação, Simone Vasconcelos, iniciou há pouco seu depoimento na CPI Mista dos Correios, em Brasília. Na primeira declaração que concedeu aos deputados e senadores, após ser questionada pelo relator Osmar Serraglio (PMDB-PR) sobre sua atividade, ela confirmou que tinha o controle financeiro da empresa, "sempre sob orientação do sr. Marcos Valério", em referência ao sócio da SMPB e da DNA, que é acusado de ser o principal operador do "mensalão" a parlamentares do Congresso Nacional.

"Sou administradora de empresas. Ou seja, da área de Recursos Humanos, da área de Faturamento, Contas a Receber, Contas a Pagar, Serviços Gerais e Compras ao Almoxarifado", informou a diretora, que também mencionou que fazia "relatórios gerenciais" internos para empresário por meio de um sistema informatizado da companhia.

A expectativa dos integrantes da comissão é que Simone conceda mais detalhes sobre a lista de parlamentares que sacaram recursos das contas das agências SMPB Comunicação e DNA. Na relação entregue à Polícia Federal, Simone ligou 74 nomes, entre clientes e autorizados a sacar dinheiro.

Entre os citados estão 12 deputados federais e dois estaduais, o presidente da Casa da Moeda, ex-tesoureiros do PL, do PTB e do PT e dirigentes regionais do PT. São R$ 55,84 milhões apurados até agora, conforme divulgou o jornal o Estado de S. Paulo na edição desta quarta-feira. A primeira atitude de Simone, ao entrar na sala onde está sendo realizada a CPI, foi repassar à comissão a cópia desta lista.