O deputado José Dirceu (PT-SP) disse há pouco ao presidente da CUT, João Felício, que vai chamar as lideranças dos movimentos sindicais para que contribuam na elaboração das reformas estruturais a serem propostas pelo novo governo. Segundo João Felício, a CUT apresentará ao governo até o final de janeiro um documento com seis propostas de reformas: tributária, previdenciária, trabalhista, agrária, emprego e renda, Estado e políticas sociais.

O documento com as propostas da CUT será votado pelos seus filiados em um encontro a ser realizado em São Paulo nos dias 12 e 13 de fevereiro. Um dos pontos que será destacado pela CUT é a necessidade de combater a inflação. “Vamos pedir ao governo que não deixe a inflação voltar. O retorno da inflação seria maléfico. Prefiro ter reajuste salarial anual, com inflação baixa, a mensal, com inflação alta”, afirmou João Felício.

Ele ressaltou que não quer voltar aos velhos tempos em que comandava campanhas salariais de até três vezes por anos. Disse também que não aceita qualquer mudança na legislação trabalhista que flexibilize os direitos conquistados na CLT.