Até o final de setembro de 2006, todas as instituições que fazem parte da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica deverão estar integradas a um sistema de informações que reúne dados administrativos e pedagógicos, entre outros.

A previsão é do coordenador-geral da rede, Gleisson Cardoso Rubin, que nesta segunda-feira, detalhou o sistema ao ministro da Educação, Fernando Haddad.

Segundo o coordenador-geral, a expectativa é que no final do ano que vem o sistema esteja disponível para o público em geral e não apenas para a comunidade acadêmica e o Ministério da Educação, como funciona hoje.

De acordo com Haddad, atualmente 111 instituições ? entre centros federais de Educação Tecnológica, escolas agrotécnicas federais, além da Escola Técnica Federal de Palmas ? estão integrados ao sistema. "Ficam faltando apenas os colégios técnicos e escolas agrícolas vinculadas às universidades federais, um conjunto de 30 instituições que devem ingressar no sistema até o final do primeiro trimestre do ano que vem", conta ele.

O coordenador-geral explicou que o programa possibilita, por meio da internet, "um olhar radiográfico para a rede de instituições federais de educação profissional e tecnológica". Segundo ele, o sistema reúne informações acadêmicas, administrativas, relativas ao corpo docente, sobre infra-estrutura da instituição, entre outras.

Dessa forma, explicou Rubin, gestores e diretores da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica e da rede de instituições podem aperfeiçoar planejamentos estratégicos, elaborar políticas públicas e buscar soluções mais rápidas para os problemas.

"Muitas vezes, as políticas são traçadas sem que haja uma visão mais aprofundada do público. Na medida em que você olha de forma particular os alunos que possuem necessidades especiais, os alunos que são oriundos de comunidades indígenas ou os alunos afrodescendentes, por exemplo, você tem uma base para definir sua política, em cima de números estatísticos", salientou.