O novo ministro da Agricultura Reinhold Stephanes disse que dará continuidade às atuais políticas da pasta quando assumir o cargo. "O tem uma política definida para o setor e, evidentemente, haverá continuidade". Ele deixou a sede do Ministério em Brasília onde reuniu-se por cerca de 40 minutos com o atual titular da pasta, Luís Carlos Guedes Pinto.

Stephanes confirmou que sua posse será amanhã às 10 horas no Palácio do Planalto e que a transmissão do cargo ocorrerá na próxima terça-feira, às 14 horas, na sede do Ministério. O novo ministro deixou o encontro carregando vários livros que relatam as políticas de gestão da pasta e contêm dados sobre o setor agropecuário. "Isso mostra que o Ministério é muito bem organizado, pois trago aqui todas as questões e programas estratégicos para vários anos". Sobre o encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Stephanes disse que Lula lhe considera um profissional com espírito público e um bom gestor. "Portanto, meu comportamento será profissional".

Entre a série de questões sensíveis que Stephanes aponta no Ministério da Agricultura ele cita a área de defesa sanitária animal, o meio ambiente e os transgênicos. "A área de defesa sanitária animal é um problema a curto prazo", disse. "Não vou entrar na discussão dos transgênicos até porque existe uma lei que define a questão, uma comissão (a CTNBio) e uma política de governo".

Por fim, Stephanes afirmou não ver problemas em conversar com os deputados da bancada ruralista, que tentaram indicar outro nome para o cargo. Ao ser indagado sobre se seria mais difícil comandar o Ministério da Agricultura ou o da Previdência Social, que ele ocupou por duas vezes durante os governos Collor e FHC, ele respondeu :"É difícil comparar".