O Supremo Tribunal Federal (STF) negou habeas corpus em favor do padre Félix Barbosa Carreiro, preso em flagrante num motel de São Luís (MA), na companhia de menores, em 5 de novembro passado.

Acusado de abuso sexual, aliciamento e corrupção de menores, o padre foi reconhecido até agora por testemunhas em 12 casos semelhantes. Essa é a terceira vez que o religioso tenta, sem sucesso, sair da prisão para responder ao processo em liberdade.

A ministra Ellen Gracie, relatora do processo no STF, entendeu que não houve ilegalidade no flagrante e concluiu que a decretação de prisão preventiva está legalmente fundamentada. Os menores encontrados com o padre no motel, um de 15 e outro de 17 anos, confirmaram que foram seduzidos a fazer sexo com o religioso. Disseram também que o padre fumava maconha antes do ato. Ele foi enquadrado no Artigo 244 do Estatuto da Criança e do Adolescente, que pune com rigor a prostituição e a exploração sexual de menores.