As transações correntes (soma de balança comercial, viagens internacionais, pagamentos de juros e remessas de lucros) registrou saldo positivo de US$ 1,761 bilhão em agosto, contra US$ 1,212 no mesmo período do ano passado. Foi o quarto mês seguido de superávit. De janeiro a agosto, o saldo acumula US$ 7,990 bilhões, quase o dobro do superávit total de 2003, que chegou a US$ 4,016 bilhões.

O anúncio foi feito hoje pelo diretor de Política Econômica do Banco Central, Eduardo Loyo, ao apresentar o relatório mensal “Setor Externo”. Ele disse que os números refletem a “capacidade exportadora pujante” do país e a recuperação “já bastante vigorosa” da economia. Como exemplo disso, ele citou o superávit de US$ 3,4 bilhões da balança comercial no mês passado.

O diretor ressaltou, no entanto, que não é intenção manter o superávit do balanço de pagamentos tão alto, embora os saldos positivos deixem o país em “posição confortável” no cenário macroeconômico. Para ele, o superávit no encerramento do ano deve ficar em torno de US$ 6,7 bilhões, caindo para o patamar de US$ 100 milhões no ano que vem, por causa do aguardado aumento das importações.

A projeção do BC para as exportações em 2005 é de US$ 94,5 bilhões, com crescimento de 5% sobre este ano. As importações vão aumentar dos atuais US$ 60 bilhões, para US$ 70 bilhões (16,7%). Com isso, a estimativa de saldo de US$ 30 bilhões neste ano cairá para US$ 24,5 bilhões nas contas do BC, o que explica em parte a redução, também, nos cálculos para transações correntes.