O esclarecimento de um crime de extorsão acabou levando a Delegacia de Furtos e Roubos (DFR) a finalizar outro crime: um homicídio chocante que aconteceu em 2011 no município de Colombo, quando o pai assassinou sua esposa na frente da filha de apenas quatro anos. O caso foi divulgado na tarde desta quinta-feira (8) após a prisão de Maikon Michel Fernandes, conhecido como “Japa”.

De acordo com o delegado Matheus Laiola, o homem estava envolvido em um crime de extorsão no dia 28 de novembro, quando, junto com Fabrício da Silva Paes, abordou um empresário na porta do trabalho e exigiu R$ 50 mil para não ferir os familiares da vítima. “No mesmo dia nós prendemos o Fabricio em flagrante e começamos a procurar seu comparsa, que foi abordado na quarta-feira recebendo uma arma de fogo”, conta.

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Foto: Divulgação Polícia Civil

Segundo a DFR, o homem de 34 anos foi detido no momento em que recebia esse revólver calibre 38 de Joel Cardoso dos Santos, 54 anos. Ambos foram presos em frente a um estabelecimento situado no município de Campina Grande do Sul, Região Metropolitana de Curitiba (RMC).

No entanto, essa não era a única bronca na qual Maikon estava envolvido. “Ele já tem passagem por roubo, porte ilegal de arma, receptação, adulteração de sinal de veículo automotor e também por um homicídio em 2011 que chocou a cidade de Colombo porque deu dois tiros na face da esposa. Ele foi preso posteriormente, foi solto e conseguimos capturá-lo novamente na tarde de ontem”, informa o delegado.

O crime

Na ocasião, o suspeito teria disparado duas vezes contra a esposa, e a filha de quatro anos teria presenciado o fato no bairro Jardim Campo Alto. O homem fugiu e a criança relatou o crime para uma mulher que estava perto da casa. A vítima era Carine Andréia dos Santos do Carmo, 25 anos, que foi encontrada logo depois em cima da cama com dois tiros na face. Na época, Maikon respondia por adulteração de chassi e contava com outras passagens por assaltos e porte ilegal de arma.

Segundo Matheus, o suspeito é uma pessoa bastante perigosa e já passou pelo sistema prisional outras vezes. “Apesar de ter saído da prisão há pelo menos um mês, já voltou a praticar crimes graves e mesmo após a prisão de seu comparsa, foi detido no momento em que buscava outra arma de fogo, com a qual certamente iria praticar novos delitos”, conclui.

Agora, Fernandes responderá pelos crimes de extorsão majorada e porte ilegal de arma de fogo com numeração suprimida. Se condenado, poderá pegar de 11 a 27 anos de prisão. Já o Joel Santos responderá por porte ilegal de arma de fogo com numeração suprimida, podendo pegar de 3 a 6 anos de prisão. Ambos permanecem à disposição da Justiça.