O governo de Taiwan anunciou ontem (21) que vai produzir um genérico do
antiviral Tamiflu, o único indicado para tratar pacientes com a gripe aviária,
com ou sem autorização do fabricante, o laboratório Roche. O Instituto Nacional
de Pesquisa em Saúde desenvolveu uma versão 99% similar à original, que teria
sido produzido em 18 dias. O país foi um dos primeiros no mundo a pedir
permissão da empresa para reproduzir o remédio, mas não obteve resposta até este
momento. "No caso de uma epidemia, se a Roche não puder fornecer (o Tamiflu),
que opção temos?", disse o presidente do instituto, Wu Cheng-wen.

Hoje, a
Rússia confirmou outro foco da doença nos Montes Urais, na fronteira entre Ásia
e Europa. Em outra região do país Tula, a 200 quilômetros da capital, Moscou, a
análise de amostras confirmou que o foco é realmente do vírus H5N1, o mesmo que
contaminou demais países asiáticos e provou a morte de 61 pessoas. O Banco de
Desenvolvimento Asiático disse que fornecerá US$ 58 milhões para combater a
epidemia.

Na Tailândia, o menino de sete anos cujo teste deu positivo
para a gripe aviária não foi contagiado por seu pai, falecido esta semana com o
vírus H5N1, anunciaram hoje fontes hospitalares tailandesas.

Os médicos
que atendem o menino no Hospital Siriraj informaram que o paciente evolui
favoravelmente e descartaram que o vírus tenha sido transmitido por seu pai,
como afirma sua família. Segundo os familiares, a criança dormia sempre na mesma
cama que o pai, inclusive quando este mostrou sintomas da doença.

A
Comissão Européia estuda a criação de um fundo de solidariedade de 1 bilhão de
euros (cerca de R$ 2,7 bilhões) para ser usado no caso de uma pandemia. O
dinheiro seria aplicado na compra de antivirais e no desenvolvimento de vacinas
para combater a doença. De acordo com o comissário de saúde da União Européia,
Markos Kyprianou, os 25 membros do bloco teriam que concordar com o plano.