No segundo domingo (30) com a tarifa "domingueira" no transporte coletivo, o comércio de rua e dos shoppings já começou a registrar aumento no número de clientes. Segundo o proprietário da Revistaria Santos, na praça Rui Barbosa, Eduardo Oliveira dos Santos, domingo virou dia útil. "Foi impressionante ver a praça cheia de gente que descia dos ônibus. Não parecia domingo. Vendi o mesmo que num dia normal, muito mais do que tinha vendido no sábado", disse Santos, ao fechar a contabilidade do final de semana.

O movimento da Rui Barbosa impressionou os moradores da vizinhança, que se acostumaram a ver a praça deserta aos domingos. O aposentado Fernando Garbus, 70 anos, que morou a vida toda ao lado da Rui Barbosa, viu o movimento da janela do apartamento. "Nunca tinha visto tanta gente aqui num domingo. Acho que essa tarifa reduzida devolveu a vida ao centro da cidade", afirmou o aposentado.

Foi assim com todo o comércio de rua nas proximidades dos terminais de ônibus, parques e praças turísticas. O vendedor de sucos e caldo de cana Valdemar de Souza, que trabalha há 17 anos no terminal do Capão da Imbuia, registrou um aumento de 50% nas vendas nos dois primeiros domingos de tarifa foi reduzida. "Domingo era um dia muito fraco, porque quase ninguém sai de casa. Mas com a ?domingueira? a situação melhorou", disse o vendedor.

A facilidade de transporte provocou mudanças até mesmo no movimento dos shoppings. Ainda não há números fechados do segundo domingo, mas no primeiro dia de tarifa domingueira (23), o Shopping Crystal registrou a visita de 12.733 pessoas que chegaram a pé no local. O número de freqüentadores que foram ao local sem veículo próprio foi 37,6% maior do que o contabilizado no domingo anterior.

"Não tenho dúvida de que esse aumento é reflexo da medida adotada pelo prefeito Beto Richa", diz Lílian Vargas, diretora de marketing do Shopping Crystal. Segundo ela, mais que fazer compras, as pessoas que vão aos shoppings aos domingos querem passear.