Rio de Janeiro – O ministro da Justiça, Tarso Genro, avalia que é "possível" a participação das Forças Armandas no combate à violência no Rio de Janeiro. ?Essa participação é perfeitamente possível, desde que determinada pelo presidente da República, datada, pontual e acordada?. Também na avaliação de Tarso Genro, essa participação terá que ser feita ?com uma articulação federativa e sem que as Forças Armadas transgridam qualquer norma legal ou constitucional?.

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, informou que encaminhará ainda esta semana ao governo federal um documento oficializando as demandas do Rio para a atuação do Exército, Marinha e Aeronáutica no combate ao crime no estado. A partir da entrega do documento, o governo federal terá um prazo de 15 dias para responder ao pedido, se ele é possível e de que forma será atendido.

Essa foi uma das decisões da reunião realizada nesta segunda-feira (16) entre o governo federal e a cúpula de segurança pública do Rio com a presença do ministro da Justiça, Tarso Genro, o ministro da Defesa, Waldir Pires, o secretário nacional de Segurança Pública, Luiz Fernando Corrêa, e dos comandantes do Exército, Enzo Martins Peri, da Marinha, Júlio Soares de Moura, e da Aeronáutica, Juniti Saito.

Entre as definições, foi anunciado pelo ministro da Justiça o adiantamento da chegada de 400 homens da Força Nacional de Segurança que serão deslocados para cobrir os Jogos Pan-Americanos, em julho, e de 200 a 300 agentes da Polícia Rodoviária Federal.

Genro disse, ainda, que o governo federal vai antecipar a chegada do total da tropa das Forças Nacional de Segurança, de modo a que, em um prazo de 45 dias, todos os 6 mil homens da Força Nacional de Segurança que atuarão na segurança dos Jogos estarão no estado.