Rio de Janeiro – A taxa de desemprego nas seis regiões metropolitanas investigadas pela Pesquisa Mensal do Emprego (PME) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), permaneceu estável em junho. De acordo com dados divulgados hoje (27), o índice ficou em 10,4%, apenas 0,2 ponto percentual acima do apurado no mês de maio. Mas quando comparada com o mesmo período do ano passado, a taxa apresenta alta de 14,1%. Essa elevação representa um aumento de aproximadamente 289 mil pessoas em busca de trabalho.

De acordo com o IBGE, em maio foi registrado um aumento de 0,5 ponto percentual na taxa de atividade, que ficou em 56,8%. O avanço foi puxado pelo ?aumento significativo?, pela primeira vez no ano, da população ocupada.

A pesquisa apontou que de maio para junho foram gerados aproximadamente 170 mil postos de trabalho nas seis regiões metropolitanas investigadas, o que representa um aumento de 0,9% na população ocupada.

O gerente da pesquisa, Cilmar Azevedo, disse, no entanto, que esse avanço não foi suficiente para baixar a taxa de desocupação. ?Nessa época do ano é comum haver queda na taxa de desocupação porque sempre se verifica um aquecimento maior na economia que acaba se refletindo no mercado de trabalho. Isso aconteceu, provavelmente porque a aproximação do período eleitoral pode estar gerando expectativas na população e impulsionando as pessoas a buscarem trabalho. Dessa forma, a taxa de desocupação não cai porque aumenta o contingente de pessoas que procuram emprego?, afirmou.

Ainda de acordo com a Pesquisa Mensal do Emprego, houve crescimento do rendimento médio da população. Na comparação com maio, a elevação em junho foi de 0,5% e o valor estimado foi de R$ 1.033,50.

Azevedo explicou que esse incremento pode ter sido influenciado pelo aumento do emprego formal, a elevação do salário mínimo e o controle da inflação.

A pesquisa apontou que na comparação com junho de 2005, o poder de compra da população ocupada cresceu 6,7%.

O IBGE investigou as regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.