Todos os táxis de Curitiba deverão aceitar pagamentos com cartão de crédito e débito a partir de 21 de novembro. A resolução da URBS que foi publicada no Diário Oficial do Município de terça-feira (25) também prorroga para março de 2017 a obrigatoriedade de taxistas usarem calça social preta ou azul marinho e camisa social na cor branca, preta, ou azul. Entretanto, desde o dia 10 de outubro os motoristas já estão obrigados a usar traje social, independente da cor.

A resolução regulamenta alguns pontos de um decreto municipal publicado em maio deste ano, que previa alterações no serviço de táxi. Entre elas está o sistema de pontuação para as infrações cometidas por taxistas. Assim como no sistema de pontuação da Carteira Nacional de Habilitação, a prefeitura definiu critérios e punições referentes a transgressões das determinações relativas ao serviço de táxi.

Entre as infrações previstas estão o desrespeito ao traje estipulado; lavar o veículo em logradouro público; ausentar-se do veículo quando este tiver sido estacionado no ponto; seguir, propositadamente, itinerário mais extenso ou desnecessário; e transportar passageiros com o taxímetro desligado, encoberto ou desregulado.

Quando o taxista extrapolar a pontuação máxima estipulada na resolução deverá realizar um curso de requalificação. Caso ele atinja novamente o número de pontos será suspenso por, no mínimo, cinco dias. A pontuação considerará o período de cinco anos.

Ocorrências

De janeiro a setembro deste ano, a fiscalização do táxi registrou cerca de 5 mil ocorrências, em um total de quase 32 mil abordagens. A partir do registro da ocorrência é feita notificação e o penalidade pode ser advertência por escrito ou aplicação de multa, cabendo sempre direito à defesa.

A melhoria na qualidade do serviço de táxi de Curitiba vem sendo verificada desde 2013, quando a atual gestão determinou a realização de um recadastramento de toda a categoria, promoveu a primeira licitação do táxi da história da cidade e a ampliação da frota, que há 40 anos era de apenas 2.252 veículos, em 750 novos táxis. Atualmente são 3.002 táxis na capital.

A política do táxi implantada pela atual gestão estabeleceu um novo regulamento com normais mais claras e definidas, acabou com a venda ilegal de licenças do serviço e definiu em 12 horas diárias, entre outras exigências, o tempo de operação do táxi. Apenas a definição da jornada diária ampliou o atendimento ao público em o equivalente a 600 novos veículos. O mesmo regulamento estabeleceu horários de pico em que 100% da frota deve estar em operação.