Brasília – A criação de instrumentos para aumentar o controle sobre o desmatamento no Pantanal é o tema principal da reunião entre técnicos do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do Ministério do Meio Ambiente e da organização não-governamental Conservação Internacional.

Dados da ONG revelam que o desmatamento já chega a 44,5% na bacia do Paraguai, área onde se localiza o Pantanal. De acordo com a diretora de Pantanal da Conservação Internacional, Mônica Barcelos Néri, o mais alarmante é a rapidez do desmatamento na região. "Entre 2000 e 2004, a taxa alcançou 2,3% e, se for mantida nesse nível, em 45 anos, toda a vegetação nativa do Pantanal terá desaparecido".

Mônica destacou que os principais fatores do desmatamento são a expansão da agropecuária extensiva e a exploração do carvão por grande produtores, que "limpam" grandes áreas a custo zero, além da falta de incentivos para o ecoturismo.

Na reunião, que vai durar todo o dia, serão confrontadas as metodologias de avaliação do desmatamento empregadas pela ONG e pelo Centro de Monitoramento Ambiental do Ibama.