O forte temporal que atingiu de maneira drástica pelo menos duas cidades da Região Metropolitana de Curitiba, Itaperuçu e Rio Branco do Sul, deixou saldo de mais de 2.500 pessoas afetadas. Segundo a Defesa Civil, as chuvas e ventos destelharam 500 residências e ainda há, numa atualização feita neste domingo (2), pelo menos sete pessoas desabrigadas por causa do ocorrido, que também matou dois adolescentes.

No sábado (1), a governadora Cida Borghetti esteve em Itaperuçu e determinou agilidade das equipes do governo no atendimento às pessoas afetadas. Na cidade, pelo menos 1700 pessoas foram afetadas diretamente. Das casas destelhadas, pelo menos 300 foram atingidas de forma parcial e as outras foram totalmente destruídas.

Lineu Filho / Tribuna do Paraná
Lineu Filho / Tribuna do Paraná

Ao contrário do que foi visto pela reportagem da Tribuna do Paraná, que esteve na cidade das 9 até às 13h e não encontrou nenhuma equipe prestando apoio aos moradores, a governadora afirmou que a ajuda veio sim. “A Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros estão à disposição para auxiliar rapidamente as famílias e reduzir os impactos causados pelas chuvas”, disse a governadora. “Além disso, equipes da Secretaria de Estado da Saúde também estão dando ao município todo suporte necessário”, acrescentou.

Ainda no sábado, mas à tarde, a Defesa Civil enviou 3 mil telhas e lonas para cobrir as casas. O órgão orientou que as pessoas prejudicadas buscassem por informações e apoio junto às equipes do governo do Estado e do município.

Leia mais: Moradores de Itaperuçu lembram do terror da tempestade

A moradora Rosemary Valente dos Santos França teve a residência parcialmente destruída pelo temporal. “Eu estava com meus três filhos quando de repente tudo escureceu. Chegou um vendaval e carregou o telhado e os vidros da minha casa. Fiquei desesperada. Aqui está tudo molhado e destruído, mas graças a Deus estamos com vida”, disse a mulher, que foi atendida pelas equipes e conseguiu colchões secos.

Destruição

Além das casas, os ventos também afetaram duas escolas, um posto de saúde, estabelecimentos comerciais e até o hospital de Itaperuçu. Os pacientes foram remanejados para hospitais nos municípios de Rio Branco do Sul – que também foi atingido pelo temporal – e Almirante Tamandaré. Em Rio Branco do Sul, onde a situação é menos grave, 100 casas foram afetadas.

Lineu Filho / Tribuna do Paraná
Lineu Filho / Tribuna do Paraná

Até a noite de sábado (1) cerca de 5 mil unidades consumidoras em Itaperuçu permaneciam sem eletricidade, mas a energia foi completamente restabelecida neste domingo. A Sanepar também precisou atuar para regularizar o abastecimento de água e foram enviados cinco caminhões-pipa à região.

Mais chuva

De acordo com o Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar), a hipótese de que a tempestade tenha sido, na verdade, um tornado, não está descartada. No entanto, é arriscado afirmar com certeza. Segundo o meteorologista Samuel Braun, os ventos que atingiram o município chegaram a alcançar a velocidade de 80km/h.

Leia mais: O que provocou toda destruição em Itaperuçu?

A confirmação de que a tragédia tenha sido, de fato, provocada por um tornado, deve acontecer ainda nos próximos dias, após análise aprofundada da situação no município. De acordo com o instituto, neste domingo chuvas fracas também podem ocorrer, mas já sem a mesma intensidade do que provocou o caos na região.

+ APP da Tribuna: as notícias de Curitiba e região e do trio de ferro com muita agilidade e sem pesar na memória do seu celular. Baixe agora e experimente!

Moradores de Itaperuçu estão ‘isolados do mundo’ e lembram ‘terror’ da tempestade