Atentados terroristas pelo mundo aumentaram 25%, em número, entre 2005 e 2006, matando 40% mais pessoas. Extremistas passaram a usar métodos cada vez mais letais para realizar operações com alto número de vítimas, revelou o Departamento de Estado dos Estados Unidos em seu levantamento anual sobre o terrorismo no mundo.

O departamento afirmou que 14 mil atentados tiveram lugar em 2006, a maioria no Iraque e no Afeganistão, reclamando mais de 20 mil vidas. Isto representa 3 mil atentados a mais no mundo em relação a 2005, com 5,9 mil mais mortes. Além disso, o número de ferimentos provocados por ataques terroristas aumentou 58% no período. Só no Iraque, o total de feridos dobrou.

Os números foram compilados pelo Centro Nacional de Contraterrorismo, e referem-se às mortes e aos ferimentos sofridos por "não combatentes". "De longe, o maior número de incidentes terroristas informados ocorreu no Oriente Médio e no Sul da Ásia", revela o relatório de 335 páginas, referindo-se às regiões onde localizam-se o Iraque e o Afeganistão. "Essas duas regiões também foram os locais de 90% dos 290 ataques com alto número de vítimas, que mataram dez pessoas ou mais", diz o relatório.

Segundo o texto, 6,6 mil, ou 45% dos ataques ocorreram no Iraque matando cerca de 13 mil pessoas, ou 65% do total de mortes provocadas por terrorismo em 2006. O Afeganistão assistiu a 749 atentados em 2006, um aumento de 50% em relação a 2005.

O relatório detalha, ainda, um recrudescimento na África, com 65% mais ataques, 420 em comparação aos 253 de 2005, principalmente por conta do caos no Sudão, incluindo a crise em Darfur, e na Nigéria, onde instalações petrolíferas e seus funcionários são alvos.

O texto atribui o aumento do número de vítimas ao salto de 25% no número de atentados cometidos por homens-bomba em grandes aglomerações humanas.