O Paraná é referência mundial na realização do Programa Nacional de Triagem Neonatal ou Teste do Pezinho, como é mais conhecido. Os exames são realizados no laboratório do Centro de Pesquisas da Fundação Ecumênica de Proteção ao Excepcional (Fepe), entidade filantrópica credenciada pelo Ministério da Saúde em parceria com a Secretaria estadual da Saúde e passam pelo controle de centros internacionais de qualidade dos Estados Unidos, França e Alemanha.

Segundo o secretário da Saúde, Cláudio Xavier, Paraná foi o primeiro credenciado em todas as fases do Programa (fases I, II e III), às quais incluem a pesquisa de quatro enfermidades: hipotireoidismo congênito, fenilcetonúria, hemoglobinopatias (doença falciforme) e fibrose cística. O Estado acrescentou ainda a triagem da deficiência de biotinidase, que não está incluída no programa nacional da fase III. Desta forma, o Paraná também se destaca quanto à triagem das cinco enfermidades referidas.

O Governo do Estado autorizou a aquisição de um espectômetro de massa seqüencial, com investimentos no valor de R$ 600 mil. O aparelho possibilita a ampliação do teste, que poderá diagnosticar 20 enfermidades. Para o secretário Cláudio Xavier, o investimento demonstra a importância que o Governo dá para a saúde da criança paranaense. ?Com a detecção e tratamento precoce, garantimos a saúde e a qualidade de vida dos recém-nascidos paranaenses?, afirmou.

O diretor do Centro de Pesquisas do Centro de Pesquisas da Fundação Ecumênica de Proteção ao Excepcional (Fepe), Ehrenfried Wittig, explicou que a pesquisa é denominada de Teste do Pezinho porque é realizada com a coleta de algumas gotas de sangue do calcanhar de todos os recém-nascidos. Ele lembra que o teste é obrigatório e gratuito e a coleta é realizada na alta da maternidade. Para Wittig, este é um programa importante de saúde pública, que tem recebido uma grande atenção do Governo do Estado. O diretor, que organizou o projeto desde o início, informou que 800 unidades municipais de saúde, 460 hospitais de 399 municípios e 14,5 mil crianças participam mensalmente da triagem neonatal.

Segundo Cláudio Xavier, até hoje foram realizados mais de dois milhões de testes e quase mil crianças com testes positivos estão em tratamento com a equipe de pediatras da Fepe, constituída de pneumologista, hematologista, endocrinologistas, neurologista, além de psicóloga, nutricionista, geneticista, bioquímicos, assistentes sociais, enfermeira e analista de sistemas. O programa ainda exige que todas as crianças que tenham um diagnóstico de triagem de confirmação recebam acompanhamento clínico, tratamento e orientação genética.