Recomeçou hoje de manhã o julgamento do mecânico Francisco das Chagas Rodrigues de Brito, de 41 anos, acusado de ter matado Jonathan Silva Vieira, de 15 anos, em 2003. As sete testemunhas arroladas – duas pela defesa e cinco pelo Ministério Público estadual – começaram a ser ouvidas no segundo dia do júri popular. Entre elas está a irmã de Chagas, Eliane Rodrigues de Brito, que irá fazer uma análise psicológica do réu, de sua infância, de como ficou quando a mãe se separou e, mais tarde, quando ela morreu. A outra testemunha arrolada, a psicóloga forense Maria Adelaide Caires, é uma das autoras do laudo pericial do caso.

O primeiro dia de julgamento foi interrompido ontem à noite pelo juiz Márcio de Castro Brandão após a exibição de fotos e leitura de trechos do laudo pericial do processo. Durante a apresentação Francisco das Chagas manteve-se quase o tempo inteiro de cabeça baixa, sem olhar para o telão instalado no salão de eventos do Sesi Araçagy. A expectativa do juiz, dos promotores e dos advogados é de que o julgamento possa ser concluído hoje. Além de ter confessado a morte de Jonathan, Francisco das Chagas é acusado de matar outros 41 meninos e adolescentes, 30 no Maranhão e 12 em Altamira, no Pará, entre os anos de 1991 e 2003. A série de crimes ficou conhecida como o Caso dos Meninos Emasculados.