No Brasil, apenas 10% das penas determinadas pela Justiça são de prestação de serviços comunitários ou de caráter alternativo, enquanto na Inglaterra esse índice chega a 80%, disse o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos.

Segundo ele, as penas alternativas são mais baratas para o Estado e mais eficazes na recuperação do cidadão, e por isso seria preciso investir nessa mudança cultural.

Bastos afirmou, nesta quarta-feira, que a construção de presídios federais em cinco estados deve ser concluída até final do ano que vem. Ele disse que o sistema penitenciário federal vai regular "estoques de criminosos" que precisam ser removidos de suas regiões por algum motivo, mas enfatizou que o objetivo maior reside na adoção de penas alternativas e não prisionais.

O ministro participou de uma palestra sobre segurança pública na reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, no Palácio do Planalto.