Foto: Arquivo

Garantia de qualidade  para ampliar mercados.

(Embrapa) – A cadeia produtiva do tomate de Goiás, responsável por cerca de 80% da produção nacional, está desenvolvendo projeto de produção integrada e adotará um selo de qualidade para o produto. O objetivo é ampliar mercados para o setor, com a melhoria de renda e geração de empregos no campo e na cidade.

Coordenado pela Embrapa Hortaliças, com sede em Brasília, o projeto de certificação de tomate industrial conta com a participação de indústrias de processamento, das universidades Federal de Goiás e de Brasília, de instituições como a AgênciaRural e a Agrodefesa, além do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), das secretarias de Agricultura de Goiás e de Minas Gerais, de produtores e consumidores.

O sistema de Produção Integrada do Tomate Industrial (Piti) tem como metas viabilizar a organização da cadeia produtiva para processamento e, em conseqüência, obter um produto diferenciado, de maior qualidade e valor agregado. Isso possibilitará ao setor melhores condições de competitividade nos mercados nacional e internacional.

O Piti permite a rastreabilidade do produto, uma exigência de países importadores. A certificação vai incluir tecnologias nas áreas de fitopatologia, entomologia, plantas daninhas, melhoramento genético, nutrição, solos, irrigação e pós-colheita.

As normas para a Produção Integrada de Tomate Indústrial começaram a ser testadas, neste ano, em cinco unidades-pilotos nas regiões de Itaberaí, Leopoldo Bulhões, Goianésia e Morrinhos. No total, são usados mais de 156 hectares, em quatro propriedades, para fornecer matéria-prima a três empresas de processamento. Para obter o certificado de produção integrada, as propriedades têm que cumprir uma série de obrigações legais e técnicas, visando à preservação dos recursos naturais e a garantia de qualidade dos produtos.

De acordo com a pesquisadora Geni Livtin Villas Bôas, coordenadora do projeto, o objetivo das unidades-pilotos é validar as normas da produção integrada definidas pelo comitê gestor do projeto, formado por pesquisadores, técnicos e representantes da indústria e dos produtores. Além das normas, também serão validados os cadernos de campo, uma planilha na qual o produtor deve anotar todos os dados gerados durante o ciclo da cultura, como adubação, irrigação, aparecimento de doenças ou pragas e aplicação de agrotóxicos.