O coordenador da Defesa Civil, Jair Paca Lima, em entrevista há pouco, admitiu que uma pancada mais forte e mais duradoura de chuva pode comprometer o trabalho das buscas por vítimas no desabamento do canteiro de obras do trecho da Linha 4 do Metrô, no bairro de Pinheiros. Até o momento, a chuva que atinge o local não está prejudicando os trabalhos de busca, segundo disse Lima, em razão do trabalho de proteção do solo com a colocação de lonas e diques de retenção da água. O coordenador afirmou que duas residências das imediações do acidente estão com estruturas seriamente comprometidas e correm o risco de desabar, entre as cerca de 55 casas que estão interditadas. Segundo ele, essas duas residências estão sob análise até que uma solução de engenharia seja encontrada. Lima, no entanto, não descarta a possibilidade de demolição dessas casas.

As casas interditadas, em sua maioria, correm o risco de serem atingidas caso o guindaste venha a desabar. "Há uma certa estabilidade no guindaste, mas não dá para dizer ainda que ele está totalmente estabilizado", afirmou Lima, explicando que o guindaste está preso com cabo de aço e depois será desmontado.

A movimentação de moradores junto ao posto da Defesa Civil montado no local é grande. Eles têm dúvidas sobre quando poderão retornar às suas casas ou como proceder na retirada de objetos pessoais. A Defesa Civil só está permitindo a entrada de moradores em suas residências acompanhados pela própria Defesa Civil, já que a batida de portas ou janelas pode trazer algum risco de abalo. A estimativa de Lima é de que pelo menos até quarta-feira essas casas continuarão isoladas.

Entre os moradores dessas residências, José Montino, da rua Capri, afirmou à reportagem da AE que não havia ninguém em casa no momento do desabamento. A mulher dele está em viagem de férias com os filhos e ele estava no trabalho. Montino pediu para entrar em casa para retirar objetos e gostaria de saber de alguma estimativa sobre quando a situação se normalizará, já que pretende viajar nos próximos dias.