Monirul Bhuiyan/AFP

A Copa do Mundo da África do Sul, que acaba neste domingo, superou todos os obstáculos, menos na parte de transporte público. Era um verdadeiro pessadelo se movimentar pelo país.

TRANSPORTE

Como transporte público simplesmente quase não existe na África do Sul, os torcedores tiveram dificuldades para andar até de avião. Muitos se queixavam dos ônibus lotados, além de atrasos e falta de informação. Os sul-africanos não tinham do que reclamar, já que antes da Copa, sem as mudanças necessárias para recebê-la, a situação era pior.

Na quarta-feira passada, 700 torcedores chegaram tarde ou perderam a semifinal entre Espanha e Alemanha porque não havia mais espaço na pista do aeroporto de Durban, cheia de aviões particulares.

As autoridades prometeram que isso não se repetiria na final no Soccer City, estádio que deu um nó no trânsito no dia da abertura.

SEGURANÇA

Maior preocupação dos organizadores antes do Mundial, a violência não afetou os turistas estrangeiros, a não ser um americano. Jornalistas europeus e chineses também ficaram sob a mira de armas, mas ninguém ficou ferido.

Em um país conhecido por sua alta taxa de criminalidade e pela Justiça lenta, 44.000 policiais extras trabalharam na Copa. Houve 60 tribunais especiais para cuidar de casos relacionados ao Mundial.

Tais tribunais abriram 200 investigações e condenavam os acusados em até 48 horas. As penas podiam ser de dois anos por um assalto a turista.

As cortes foram menos severas com os estrangeiros. Um torcedor que entrara no vestiário da Inglaterra depois do jogo contra a Argélia e um jornalisa que o teria ajudado foram condenados à multa de US$ 100 cada.

ECONOMIA

O presidente Jacob Zuma qualificou a Copa do Mundo de “um sucesso econômico” com boas repercussões dos cerca de US$ 5 bilhões investidos, principalmente na criação de empregos na construção civil.

O setor turístico deve movimentar US$ 1,1 bilhão durante o torneio, segundo a consultoria Grant Thornton.

A única decepção é que o número de torcedores vindos do exterior é inferior ao esperado. Segundo estimativas, só 200.000 dos 450.000 viajaram, porém ficaram mais tempo e gastaram mais do que em outras edições, segundo a Grant Thornton.

AMBIENTE

Apesar do frio, já que é inverno, cerca de 3 milhões de pessoas foram aos estádios, um recorde desde Estados Unidos-1994. Os torcedores se armaram de vuvuzelas e fizeram um verdadeiro estrondo.

Os turistas estrangeiros se queixaram das poucas opções para depois dos jogos, já que os lugares fecham cedo como herança do apartheid e consequência da violência.