O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou liminar referente à Representação 1311, ajuizada por Gilberto Carvalho, chefe do Gabinete Pessoal da Presidência da República, que pedia a proibição da reapresentação de trecho da propaganda eleitoral do candidato Geraldo Alckmin veiculada na mídia televisiva no último domingo e também ontem. A propaganda contestada diz que a polícia "quer chamar Gilberto Carvalho e José Dirceu para depor".

Na decisão, o ministro do TSE, Ari Pargendler, argumentou que aparentemente os trechos destacados na petição inicial não contrariam a legislação eleitoral. E mandou que se desse prosseguimento ao processo.

O assessor presidencial havia alegado que o programa eleitoral foi "calunioso, difamatório, injurioso e sabidamente inverídico ao representante". Afirmava ainda que o objetivo da propaganda era atingir o candidato da coligação "A Força do Povo", que apóia a reeleição presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva.