O Grupo de Estudos de Políticas da América Latina (GEPAL) promove, de 20 a 22 de setembro, a partir das 8h30, o I Simpósio Estadual de Lutas Sociais na América Latina, no Centro de Ciências Humanas da Universidade Estadual de Londrina (UEL).

O evento tem por objetivo discutir as formas de luta e resistência que diversos movimentos sociais e políticos latino-americanos travam cotidianamente em seus respectivos países. O simpósio é aberto a todos os interessados. As inscrições podem ser feitas até 20 de setembro na Secretaria de Pós-Graduação em Ciências Sociais da UEL ou no site http://www.uel.br/grupo-pesquisa/gepal/principal.htm.

A programação é composta de apresentações de vídeos-documentários, exposição fotográfica, minicursos e mesas-redondas que abordarão os seguintes temas: Avanços e limites da luta pela terra no Brasil; A crise da esquerda: para onde vamos?; Nacionalismo, imperialismo e antiimperialismo na América Latina; Contra-hegemonia popular: partidos, movimentos e sindicatos; e lutas sociais, democracia e revolução.

Pretende-se estimular o saber crítico dos estudantes em geral, docentes e demais interessados nas questões concernentes à relação entre neoliberalismo, lutas sociais e regimes democráticos.

Na quinta-feira, às 8h30, na sala 119B, o professor Danilo Santos apresenta e discute a criação de instrumento jurídico para fortalecer a população e ampliar a Democracia. No dia 22 serão apresentadas e discutidas algumas alterações no texto constitucional e iniciada uma série de discussões, para criação de possíveis propostas simples, que se forem associadas a uma movimentação social poderão reduzir ou eliminar alguns destes problemas crônicos.

?Com uma simples alteração no texto do parágrafo 2º, do art. 27, da Constituição, a população poderá ir além de reclamar e tentar sensibilizar os políticos, para que não aumentem seus próprios salários. Ela terá poder jurídico que se manifestará com a redação de uma proposta de lei de iniciativa popular, que mantenha os salários nos valores que estavam ou os reduzam?, afirma o professor Danilo Santos.

Ele ainda acrescenta que esta alteração terá outros benefícios indiretos, pois permitirá que a sensação que a população tem de impotência seja reduzida, além de aumentar a cidadania, fortalecer os movimentos sociais, atrair a atenção dos políticos para os interesses da população e contribuir para a redução ou a estabilização da carga tributária.