A Universidade Estadual de Maringá (UEM) inaugurou nesta quarta-feira (11) um bloco de salas de aula e um laboratório digital equipado para atender deficientes auditivos e visuais. A obra tem 2.745 metros quadrados e foi construída com recursos próprios e o laboratório foi doado pelo governo do Estado, por meio do Programa de Telecentros Paranavegar.

O reitor Gilberto Pavanelli esclarece que os recursos para construção do Bloco D-67 foram obtidos reduzindo custos por meio do sistema de Pregão Eletrônico. Na obra foram investidos R$ 1,142 milhão, ao custo de R$ 416,02 por metro quadrado. São 25 salas de aula, seis salas de apoio, três banheiros coletivos e auditório com 110 lugares.

O laboratório para deficientes visuais e auditivos foi conseguido por Pavanelli durante uma visita à Secretaria de Estado da Educação, em março deste ano. Acompanhado pelo assessor de Planejamento da UEM, José Roberto Pinheiro de Melo, o reitor apresentou uma proposta de implantação das habilitações de Língua Brasileira de Sinais (Libras) e Braile no curso de Letras da UEM. O secretário de Assuntos Estratégicos, Nizan Pereira, gostou tanto da proposta que imediatamente concedeu, em comodato, os equipamentos, para a inclusão digital, inclusive, dos deficientes visuais e auditivos da comunidade externa.

A atenção aos Portadores de Necessidades Especiais (PNE) na UEM é uma prática antiga. De acordo com o professor Valter Augusto Della Rosa, que coordena o Programa Interdisciplinar de Pesquisa e Apoio à Excepcionalidade (Propae), desde 1994, professores de diferentes áreas desenvolvem atividades ligadas à educação especial por meio de projetos de ensino, pesquisa e extensão.

O professor destaca o ingresso de PNE por meio de vestibular, regulamentado pelo Conselho de Ensino Pesquisa e Extensão, em 1997, que também estabeleceu as diretrizes para permanência de acadêmicos com necessidades especiais, definindo instalações, equipamentos, materiais e profissionais. Além disso, há o Programa de Monitoria Especial, pelo qual os PNE podem requisitar monitores bolsistas.

Incluindo as extensões de Umuarama e Goioerê, a UEM atende a 15 acadêmicos PNE, sendo dois com deficiência auditiva, quatro visuais, quatro cadeirantes e cinco portadores de outros tipos de deficiências. Os deficientes auditivos têm o auxílio de dois intérpretes Libras, contratados pela Pró-Reitoria de Ensino.

O laboratório representa mais um avanço da Universidade no processo de melhoria das condições oferecidas aos PNE, e a administração apóia a criação das habilitações de Libras e Braile, que seriam as primeiras em instituição de ensino superior no Brasil.