Um pequeno espaço em Johannesburgo com a cara e o espírito carioca: esta é a ideia do Botequim do Rio, um restaurante que durante os 30 dias da Copa do Mundo pretende dar aos sul-africanos e turistas uma ideia do que poderão encontrar no Mundial de 2014, no Brasil.

O local nasceu da necessidade, detectada pelos governos estadual e municipal do Rio de Janeiro, assim como pelo Rio Convention & Visitors Bureau (uma fundação de direito privado, sem fins lucrativos criada por entidades públicas e privadas), de promover a cidade na África do Sul em vista da próxima Copa, que terá a final disputada na capital fluminense, no estádio Mário Filho, conhecido em todo o planeta como Maracanã.

Após um acordo de arrendamento de 30 dias, o Botequim do Rio foi instalado na área do restaurante Primi Piatti, dentro do Melrose Arch, um centro de negócios, entretenimento e gastronomia, em uma região de classe média alta de Johannesburgo.

¨A ideia foi trazer um pedaço do Rio para a África do Sul, para o torcedor em potencial da Copa, em uma área nobre da cidade¨, declarou à AFP Debora Meth, assessora de comunicação da secretaria de Turismo, Esporte e Lazer do estado do Rio de Janeiro.

¨Queremos mostrar um pouco do que os torcedores terão em 2014¨, completou.

A decoração do local inclui um grande painel com imagens do Maracanã, do Cristo Redentor, do Pão de Açúcar, do Jardim Botânico e das praias cariocas.

Para completar uniformes dos grandes clubes do futebol do Rio de Janeiro – Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco – foram espalhados pelo botequim, além da camisa do América, considerado o segundo clube de todo carioca.

No próximo dia 16, o local será o palco de uma homenagem ao Maracanã, que completa 60 anos na data. A festa deve incluir a presença de craques do passado do futebol brasileiro, como Carlos Alberto Torres e Ricardo Rocha, e incluir o sorteio de camisas dos times do Rio de Janeiro.

Além disso, nos dias de jogos do Brasil na Copa os clientes poderão ser presenteados com alguns brindes que serão sorteados no restaurante.

O cardápio inclui opções como caldinho de feijão (40 rands, 10 reais), frango a passarinho, polenta frita e empada de camarão.

Para quem deseja uma refeição completa é possível escolher entre a feijoada e o brasileirinho (bife acebolado, com queijo e fritas), ambos ao preço de 140 rands (35 reais).

O comando da cozinha está sob responsabilidade da chef Mara Cury, fundadora da rede de botequins Informal no Rio de Janeiro e hoje dona de três restaurantes da franquia (Shopping Leblon, Downtown e Lapa).

Atualmente ela atua como consultora e chef principal da rede.

Ela contou à AFP que a principal dificuldade com os funcionários sul-africanos é o fato de que eles estão habituados a um tipo de comida muito condimentada, com temperos secos, como o curry ou o cominho.

¨A cozinha sul-africana é mais voltada para o lado industrializado, americano. Não estão acostumados com a comida brasileira. Pouca coisa é elaborada¨.

O restaurante começou a funcionar no dia 11 de junho, com a abertura da Copa. De acordo com a chef, a clientela na ocasião foi de 30% de brasileiros e 70% de sul-africanos e turistas dos mais diversos países.

Para completar a festa, um trio de músicos cariocas toca todas as noites, das 19h às 22h (com exceção dos dias de jogos do Brasil, quando o horário muda).

Wilson Nunes, Diogo Rosa e Carlos Santana criaram um repertório de música principalmente carioca, nas palavras deles, que vai da bossa nova ao choro, passando, obviamente, pelo samba.