Em meio à balbúrdia que emperra o andamento dos projetos do governo e do próprio Congresso Nacional surge uma boa notícia, em particular para os paranaenses, mas acima de tudo para os milhares de motoristas das regiões Sul e Sudeste que trafegam pelo trecho São Paulo-Curitiba da BR-116.

O Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT) reiniciou as obras de reconstrução da ponte sobre a represa Capivari-Cachoeira, na pista norte, que desabou em janeiro deste ano. O prazo estabelecido pela instituição para a entrega das obras é janeiro do ano que vem.

Para evitar o longo processo do sistema licitatório de obras públicas, o Ministério dos Transportes decidiu que a reconstrução da ponte deveria ser capitulada como emergencial, tornando dispensável o trâmite burocrático e determinando o início imediato dos trabalhos de reconstrução da obra-de-arte.

Quando se fala da BR-116, rodovia que liga as regiões Sul e Norte do País, uma das artérias mais importantes para garantir o transporte da produção agropecuária e industrial, além de propiciar o movimento de dezenas de empresas de transporte de passageiros e turistas que viajam em carros próprios, é forçoso lembrar o rosário de deficiências técnicas do percurso, e o número inacreditável de mortos em acidentes.

O trecho entre Curitiba e São Paulo, cuja duplicação total se arrasta há mais de vinte anos – atestado da inoperância administrativa do governo federal – infelizmente tem a contribuição mais expressiva nesse sofrido catálogo de desrespeito à cidadania.

Há alguns anos a tragédia deu-se a conhecer em toda a extensão quando se revelou que a maioria das famílias residentes na cidade de Jacupiranga (SP), dividida em duas pela rodovia, pranteava ao menos uma vítima de atropelamento.

Sabe-se que muitas outras pontes da Régis Bittencourt também estão seriamente danificadas, necessitando de reparos urgentes. A ponte da pista sul passou a arcar com o tráfego em ambos os sentidos, operando acima da capacidade. Quando a outra for liberada, ela será interditada para a necessária recuperação.

O DNIT roga aos céus que nenhum contratempo impeça a circulação de veículos na ponte sobrecarregada, enquanto a vizinha é restabelecida.