A adoção de medidas urgentes para eliminar progressivamente o trabalho infantil e acabar com a exclusão de populações carentes, mulheres e analfabetos, são algumas das sugestões contidas na Declaração de Brasília, divulgada há pouco pelo diretor geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), J. K. Matsuura, em entrevista coletiva junto com a ministra do Desenvolvimento e Cooperação da Suécia, C.Jämtin.

A ministra sueca e o diretor geral da Unesco participaram da 4ª Reunião do Grupo de Alto Nível de Educação para Todos, que terminou hoje em Brasília depois de três dias de discussões. Participaram do encontro representantes de mais de 30 países, entre ministros, chefes de Estado e representantes de organismos internacionais.

Segundo eles os países desenvolvidos precisam aumentar a ajuda aos países em desenvolvimento, mas esses recursos têm de ser repassados e administrados com total transparência. “Esses recursos financeiros devem ser bem aplicados nos países em desenvolvimento”, disse a ministra.

Matsuura defendeu a qualificação de profissionais como uma das condições para a eficiência dos investimentos na educação. “Outro ponto importantíssimo é ter mais professores qualificados”, afirmou. Segundo ele, estimativa da Unesco revelou que, em futuro próximo, deve haver um déficit de 123 milhões de professores no mundo. Matsuura revelou que em alguns países já existe um professor para 60 alunos, índice considerado ruim e que precisa melhorar para que aumente a qualidade do ensino.