A proposta de aplicar parte do patrimônio líquido do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) em infra-estrutura tem como objetivo gerar empregos, disse nesta quinta-feira (29) o ministro do Trabalho, Luiz Marinho. Ele afirmou não considerar correto que o dinheiro fique todo aplicado em títulos públicos federais. "Não é correto o investimento só em papéis sendo que os trabalhadores precisam é de mais empregos", argumentou. O ministro acredita que os novos investimentos em infra-estrutura abrirão novas oportunidades de trabalho.

Marinho insistiu que sua proposta não coloca em risco o patrimônio do trabalhador. Ele explicou que os recursos para a infra-estrutura sairão dos R$ 20 bilhões de patrimônio líquido, que excede o que deve retornar para cada trabalhador com conta no fundo e que hoje soma R$ 175 bilhões. "Se todos os trabalhadores sacarem seus recursos no fundo ainda vão sobrar R$ 20 bilhões", disse. Desses R$ 20 bilhões, ele quer usar R$ 5 bilhões em infra-estrutura.

De acordo com Marinho, a proposta em estudo só deverá ser encaminhada ao Congresso Nacional no final do ano, depois da aprovação do Conselho Curador do FGTS. A aplicação do FGTS em infra-estrutura seria apenas em projetos novos, para assegurar a geração de empregos.

Marinho disse que não procede a reclamação da construção civil, de que o novo investimento tiraria recursos de aplicação legal em habitação e saneamento básico. "Não está faltando dinheiro para a habitação e saneamento", garantiu. De acordo com Marinho, o orçamento deste ano para esses financiamentos é da ordem de R$ 11,3 bilhões. " Esses recursos poderiam ser de R$ 15 bilhões ou mais se o setor tivesse proposta para tanto", assegurou.