Após duas décadas de operação, a usina nuclear Angra I vai substituir dois geradores a vapor, aumentando sua vida útil em mais 20 anos. A previsão é que as obras sejam concluídas em outubro de 2008, com investimentos de R$ 410,4 milhões, financiados pela Eletrobras. A subsidiária do grupo, a Eletronuclear, que opera a usina, estima um aumento de cerca de 6% na oferta da energia da térmica. Atualmente, a potência instalada de Angra I é de 657 MW. Em 2005, a usina gerou um total de quase 3,8 milhões MWh, consumidos por 1,8 milhão de habitantes do Estado do Rio.

A instalação dos novos equipamentos, segundo a Eletronuclear, vai proporcionar redução dos custos de manutenção da usina, passando de ? 7,5 milhões (cerca de R$ 20,6 milhões) para ? 1 milhão (cerca de R$ 2,7 milhões). Atualmente, a manutenção tem um peso de 16% sobre os custos da geração de energia.

A queda nos gastos será possível porque não haverá mais necessidade de inspeção em todos os tubos dos geradores a vapor, o que poderá ser feito por amostragem, como já ocorre em Angra II. Os custos com preservação e reparo das unidades também serão praticamente eliminados. A parada para o recarregamento do combustível nuclear que a usina realiza uma vez por ano, e hoje leva aproximadamente 45 dias, terá o tempo reduzido para cerca de 35 dias.

No momento, os dois novos geradores estão sendo fabricados pela companhia brasileira Nuclebras, subcontratada pela francesa Areva NP, empresa responsável pelo fornecimento dos geradores.