Brasília – Começa nesta terça-feira (1) a campanha de vacinação contra a febre aftosa nos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Piauí, Rondônia, São Paulo, Sergipe, Tocantins e Distrito Federal. No caso do Mato Grosso, as vacinas serão aplicadas apenas em animais de zero a dois anos e em Minas Gerais, a campanha atinge o circuito pecuário leste.

O pecuarista que possui bovinos e bubalinos deve buscar as vacinas, já disponíveis nas lojas agropecuárias dos estados. Cada dose custa em média R$ 1,50. A imunização faz parte do Programa Nacional de Erradicação da Febre Aftosa do Ministério da Agricultura.

De acordo com o coordenador geral de Combate a Doenças do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Guilherme Marques, cabe ao governo federal manter o estoque, monitorar toda aplicação e conduta do produtor rural em relação a esse trabalho.

No entanto, Marques ressalta que em situações de segurança nacional ou regiões onde existe pequenos produtores, as autoridades estaduais executam a vacinação.

?A participação do fazendeiro é essencial para o eixo do programa. Nesse sentido, ele não deve considerar por encerrado as atividades após a vacinação. O fazendeiro também pode acompanhar como anda a imunização nas propriedades vizinhas e denunciar se tem a suspeita de que alguém não faz o uso da vacina ou faz apenas, parcialmente, no seu rebanho?, afirma o coordenador.

A meta do programa é erradicar a febre aftosa de todo território nacional e da América do Sul até 2009. Mas, segundo Marques, a vacinação é apenas uma ferramenta para ajudar no combate à doença.

?Ela [a vacina] não pode ser encarada como a salvação. Não se pode deixar de aumentar a vigilância nas fonteiras internacionais e interestaduais, bem como uma vigilância a nível de propriedade tendo notificações de animais com suspeita. Um sistema de defesa não se faz somente com o uso da vacina, mas sim com todas as atividades funcionando perfeitamente.?

Após a imunização, o pecuarista deve procurar o órgão de defesa estadual para registrar o uso da vacina e atualizar a ficha cadastral da propriedade. O término da distribuição das vacinas varia entre os estados. Para saber o calendário oficial de vacinação na sua região, o fazendeiro deve buscar informação junto à Secretaria de Agricultura ou órgão de defesa animal estadual.