Começaram a ser abertas as valas na Fazenda Cachoeira, no município de São Sebastião da Amoreira, onde serão enterrados os animais suspeitos de aftosa, que serão sacrificados no Paraná em data ainda a ser definida. O trabalho teve início no domingo (26) e deverá ser finalizado até este sábado (4).

Segundo o chefe do Núcleo Regional da Secretaria da Agricultura de Cornélio Procópio, Carlos Roberto Moreira, são duas trincheiras abertas na propriedade. Cada uma possui 222 metros de comprimento, seis metros de largura e cinco de profundidade. ?Estamos cumprindo as determinações do Ministério da Agricultura. Nos próximos dias vamos ter condições de efetuar o trabalho de sacrifício?, disse. Moreira lembrou que as valas serão revestidas com a manta impermeabilizante, exigida pela Secretaria do Meio Ambiente.

De acordo com a Secretaria da Agricultura, os trabalhos na Fazenda Cachoeira foram possíveis depois da autorização do produtor e da aprovação da Comissão de Avaliação, Taxação e Sacrifício, e licença ambiental dos técnicos do Instituto Ambiental do Paraná e da Suderhsa.

Quanto ao sacrifício dos animais, a União já entrou com recurso contra a liminar que exigia o depósito prévio de 50% do valor da indenização. Agora, espera-se a decisão do Tribunal Regional Federal (TRF) da Quarta Região.

Na quarta-feira (23), os proprietários das sete fazendas do Paraná, reconhecidas como focos de febre aftosa pelo Ministério da Agricultura, condicionaram o sacrifício imediato do rebanho à realização da necropsia em alguns dos animais que serão sacrificados.

Os criadores também exigiram que os materiais coletados sejam enviados ao laboratório do Centro Pan-Americano de Febre Aftosa (Panaftosa), no Rio de Janeiro, para a realização dos exames. Estes serão acompanhados por técnicos da Secretaria da Agricultura, Ministério da Agricultura e por consultor dos criadores. O objetivo é ter uma amostragem estatística dos animais soropositivos.