Foto por: Gabriel Bouys

O capitão da Holanda, Giovanni Van Bronckhorst, que vai pendurar as chuteiras depois da final de domingo, contra a Espanha, quer fechar a carreira com chave de ouro, levando a taça. “Há três meses anunciei minha aposentadoria, e espero que seja numa vitória tão importante”.

O ex-jogador do Arsenal e do Barcelona, de 35 anos, agora no Feyenoord, de Roterdã, sairá depois de uma final de Copa do Mundo assim como Zinedine Zidane, que na Alemanha de 2006 foi expulso. Em seguida, a Itália venceu a França nos pênaltis.

“Sonho com uma final de Copa desde pequeno. Acompanhava todas as finais. É um momento especial. Lembro como Maradona, Cafu e Dunga levantavam a Taça. Todos tiveram esse privilégio e é um sonho tê-lo também”.

“Seria fantástico levar esta Copa. Para mim, minha equipe e para todo o povo holandês”.

Apesar de toda a sede de vitória, o capitão holandês sabe que não vai ser fácil. “A Espanha jogou muito bem nos últimos anos. Está mostrando que é boa. É uma equipe difícil de bater, mas estamos confiantes. Quando se joga uma final, o que importa é ganhar”.

O lateral vai se encontrar nesta final inédita com alguns ex-companheiros da época em que jogava no Barcelona, como Xavi Hernández, com quem tem uma boa relação até os dias de hoje.

“Quando se está em uma mesma equipe é lógico que há afeto, uma relação próxima. A gente se telefona ou manda torpedo. Será um pouco estranho nos enfrentarmos na final do Mundial, mas só uma seleção pode ganhar e espero que seja a nossa”.

O jogador, com origem na Indonésia, acredita que parte do sucesso desta seleção holandesa está na boa relação entre os jogadores.

“O espírito de equipe tem sido importante. Ficamos seis ou sete semanas juntos. Se o clima é bom fora de campo, dentro também é”, afirmou. “Prova disso é que nesta equipe todos são importantes. No futebol um jogador sozinho não pode ganhar. Todos têm um papel importante”, concluiu.