Em depoimento à CPI dos Bingos, o economista Paulo de Tarso Venceslau relatou que em 1995 registrou em cartório a carta encaminhada ao então presidente do PT, Luiz Inácio Lula da Silva revelando o esquema de arrecadação patrocinado por uma empresa representada pelo seu compadre, Roberto Teixeira, para buscar dinheiro junto às prefeituras do partido para o objetivo de abastecer o caixa 2.

Paulo de Tarso disse que entregou uma cópia da carta a todos os dirigentes do PT. "Tirei uma cópia e entreguei nas mãos de todos os dirigentes: senador Mercadante, senador Suplicy, mas o silêncio continuou", afirmou. O economista disse que passou quatro anos peregrinando para impedir que a empresa Consultoria para Empresas e Municípios continuasse burlando a cobrança do ICMS das prefeituras, com documentos rasurados e falsificados, mas que ninguém lhe deu atenção.

"Levei para o Aloizio Mercadante que ficou chocadíssimo, levei para o José Dirceu, levei para o Gilberto Carvalho, que hoje é chefe de gabinete do Lula e nada aconteceu". Segundo o depoente, o único resultado concreto foi a sua expulsão do partido, no início de 1998.