As vendas de automóveis importados cresceram 36% em setembro de deste ano em relação a agosto, totalizando 646 unidades, segundo dados divulgados hoje pela Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores (Abeiva). Na comparação com setembro de 2005, houve queda de 19,6%.

No acumulado de 2006, as filiadas da entidade – BMW, Ferrari, Kia Motors, Maserati, Porsche e Ssangyong – registram aumento de 7,2%. São 4.429 unidades vendidas de janeiro a setembro, contra 4.131 veículos em igual período de 2005. A previsão da entidade é de que as montadoras filiadas encerrem o ano com cerca de 6 mil unidades vendidas, o que representa um aumento de 12%. Para 2007 a expectativa é de as vendas das associadas somarem 10 mil unidades.

Apesar do crescimento, o presidente da entidade, José Luiz Gandini, está pleiteando ao governo uma redução da alíquota de importação, que atualmente é de 35%. Segundo o executivo, a Abeiva propôs a criação de uma cota de 25 mil veículos com imposto de 1% – similar ao praticado hoje para os automóveis importados do México, país que o Brasil mantém acordo comercial. Acima da cota, a proposta é de uma alíquota de 20%.

Apesar do câmbio favorável às importações, Gandini reclama que as associadas perdem competitividade em relação às importações das montadoras, que trazem veículos do México e Argentina com alíquotas menores. "Acreditamos que a redução poderia elevar nossa participação no mercado brasileiro para 1,5%, ante 0,33% mantida atualmente, o que não prejudicaria em nada as empresas instaladas no País", afirma.