A indústria de transformação apresentou, no início de 2007, quadro semelhante ao do segundo semestre de 2006, segundo dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgados hoje. As vendas reais e o emprego em janeiro seguiram a tendência de alta enquanto as horas trabalhadas na produção e a utilização da capacidade instalada ficaram próximas à estabilidade.

Segundo os indicadores industriais de janeiro, as vendas reais subiram 3%, em termos dessazonalizados, na comparação com dezembro de 2006. Em relação a janeiro do ano passado, a alta foi maior, de 6%. As horas trabalhadas na produção tiveram queda de 1,3% em relação a dezembro e crescimento de 3% ante janeiro de 2006. O emprego na indústria teve alta de 0,2% na comparação com dezembro do ano passado e de 3,6% ante janeiro de 2006.

A CNI voltou a divulgar em janeiro, após meses de interrupção, os salários pagos pela indústria, que tiveram uma elevação de 7 7% em relação a janeiro de 2006. Já a utilização da capacidade instalada na indústria ficou em 80,9% em janeiro deste ano, em termos dessazonalizados, mostrando-se praticamente estável em relação a janeiro de 2006, quando atingiu 80,2%. Em dezembro, o índice foi de 81,1%

Setores

Os indicadores industriais da CNI trouxeram uma novidade, detalhando por setor os resultados. De acordo com os números, os setores que mais influenciaram o aumento das vendas reais em janeiro foram: produtos químicos e refino de petróleo e álcool, que juntos representam quase 60% de todo o crescimento das vendas industriais em janeiro, na comparação com janeiro de 2006. Também tiveram desempenho positivo os setores de papel e celulose, máquinas e equipamentos, edição e impressão. Por outro lado, os setor automotivo e de outros equipamentos de transporte tiveram uma queda nas vendas em relação a janeiro do ano passado.

Em relação ao número de horas trabalhadas na produção, a queda, em janeiro, em relação a dezembro de 2006, foi puxada principalmente pelos setores de vestuário, móveis e alimentos e bebidas. Por outro lado, o setor de alimentos e bebidas registrou um aumento nas horas trabalhadas de 11,1%, se comparado com janeiro de 2006. Também tiveram desempenho positivo, na comparação com janeiro do ano passado, o setor de refino e álcool, borracha e plástico e minerais não metálicos.

Quanto ao mercado de trabalho,destacaram-se, na comparação com janeiro de 2006, os setores de alimentos e bebidas e de refino e álcool. Os indicadores industriais, a partir de janeiro deste ano, foram calculados com nova metodologia, que segundo a CNI apresenta duas mudanças fundamentais: uma na base de ponderação e outra na conceituação de variáveis.