A Rússia eliminou quase todas as barreiras para a importação de carne bovina e suína produzida no Brasil. O último veto suspenso foi à carne produzida em Mato Grosso, que teve o ingresso liberado em território russo. A proibição persiste para os estados do Pará, Amazonas, Acre, Rondônia, Tocantins, Maranhão e Roraima.

Entretanto, a compra de carne brasileira pela Rússia está se normalizando com rapidez, tendo em vista que nenhum desses estados possui frigoríficos habilitados à produção de carne para o mercado externo.

O maior volume da carne brasileira exportada para aquele país se concentra no Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Paraná.

Como se sabe, o embargo foi imposto em setembro do ano passado por causa de um foco de febre aftosa localizado no Amazonas. A Rússia é a maior compradora isolada de carne brasileira, e o negócio entre os dois países chegou a R$ 2,2 bilhões em 2004.

O Ministério da Agricultura está desenvolvendo uma série de contatos no exterior, visando aumentar o volume exportado não apenas para a Rússia, mas também para os Estados Unidos, maior mercado potencial para a carne ?in natura? produzida pela pecuária brasileira.

A pecuária paranaense é uma das grandes beneficiadas com a reabertura do mercado russo, dadas as condições de apuro tecnológico, seleção de raças e cuidados sanitários que cercam nossa produção animal.