Cinco funcionários que faziam a manutenção do laboratório de sementes e instalações da Syngenta Seeds, ocupada desde terça-feira por cerca de mil integrantes da Via Campesina, em Santa Tereza do Oeste, (PR), foram impedidos de entrar na empresa hoje. Os funcionários consideram a decisão uma retaliação do movimento, pois a empresa conseguiu ontem (16) liminar de reintegração de posse da área.

Os cinco funcionários – o gerente e quatro assessores – chegaram de carro pela manhã, mas encontraram o portão fechado pelos manifestantes, que bloqueiam a entrada principal de acesso ao centro experimental de sementes. "Não houve sequer negociação E tivemos que voltar para casa", contou um dos funcionários que preferiu o anonimato.

A empresa teme perder dados referentes a 40 mil parcelas experimentais de soja e milho, incluindo o plantio de 12 hectares de sementes de soja geneticamente modificadas – embargado, na semana passada, pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

A multinacional, por enquanto, não divulga os prejuízos sofridos com a ação. Cerca de 30 funcionários, pesquisadores, técnicos e administrativos, trabalham na unidade de pesquisa.