O vice-governador de São Paulo, Cláudio Lembo (PFL), que deve assumir o governo do Estado com a desincompatibilização do governador Geraldo Alckmin (PSDB), no final de março, defendeu hoje que o prefeito José Serra (PSDB) permaneça na prefeitura de São Paulo. Serra, como Alckmin, é pré-candidato à Presidência da República.

Lembo, que chegou há pouco à missa pelos 452 anos de São Paulo, na Catedral da Sé, argumentou que Serra pode ser bom prefeito. "Ele deve ficar na Prefeitura para ser um bom prefeito para ficar por oito anos", afirmou Lembo

Apesar das declarações, Lembo insistiu que sua defesa da permanência de Serra no cargo não tem relação com o fato de a Prefeitura vir a ser ocupada pelo vice Gilberto Kassab, que enfrenta suspeitas de enriquecimento ilícito. "Eu conheço todos os números que foram levados ao Ministério Público e isso me deixa muito confortável, não me deixa nenhuma preocupação e vejo com absoluta coerência. Portanto, não vejo nisso um motivo para que ele (Serra) eventualmente não saia da Prefeitura", ressaltou

Lembo está entre as autoridades que participam hoje da missa na Catedral da Sé. Há pouco, chegaram ao evento o prefeito Serra e o governador Alckmin, mas ambos entraram na Catedral sem conversar com os jornalistas. Serra e Alckmin chegaram com as mulheres, Monica Serra e Maria Lúcia Alckmin. Antes da missa, Maria Lúcia comentou que o governador está muito animado com a possibilidade de disputar a Presidência da República. Mesmo assim, ela preferiu se colocar em uma posição de neutralidade ao comentar as vantagens que seu marido poderia ter em relação a Serra. "Não quero julgar, acho que o povo é quem tem que escolher.