Campinas (AE) – Depois de dez jogos de jejum, o Guarani venceu o Juventude, por 3 a 1, neste sábado à tarde, no Estádio Brinco de Ouro, em Campinas, pela 30ª rodada do Campeonato Brasileiro. Além de mostrar um bom futebol, que justificou a vitória, o time campineiro atingiu os 28 pontos, deixando provisoriamente a lanterna para o Paraná, com 26 pontos. Apesar dos três gols, dois de Viola, o Guarani ainda tem o pior ataque da competição com 25. O time gaúcho continua com 49 pontos.

O técnico Agnaldo Liz escalou Roberto na vaga de Douglas com a missão de “colar” em Lopes, teoricamente o grande articulador de jogadas do Juventude. Mas o jogo dependeria muito dos dois meias, o estreante Aílton e Harison, que se apresentaram muito bem junto aos laterais e também chegando nos atacantes.

Com a bola chegando nos pés dos atacantes, os gols seriam inevitáveis. O Juventude, muito desfalcado, tentava se defender.

Aos 16 minutos, o time campineiro foi prejudicado pelo juiz que não anotou um pênalti claríssimo de Lauro sobre Aílton.

A pressão continuava e o primeiro gol saiu aos 29 minutos, quando Sandro Hiroshi fez o cruzamento para Viola que, mesmo entre dois zagueiros, matou a bola no peito e bateu com o pé direito no canto alto do goleiro Eduardo Martini.

Dois minutos depois, outro gol. O zagueiro Carlinhos fez o lançamento de trás nas costas da defesa gaúcha, que pediu

impedimento. Sandro Hiroshi saiu em velocidade e teve muita calma para desviar do goleiro: 2 a 0, aos 31 minutos.

Aos 33, o terceiro gol não saiu, de novo, por culpa da arbitragem. Dida fez o cruzamento para a área, onde Aílton bateu forte, a bola tocou no travessão e entrou um palmo adiante da linha de gol. O juiz mandou o lance seguir.

No início do segundo tempo, o técnico Ivo Wortmann tentou “arrumar a casa”. Tirou o ala-esquerdo Anderson para a entrada do meia-atacante Sandrinho. Além disso, pediu para seus jogadores que explorassem mais as costas dos laterais, Dida e principalmente Patrick. O Guarani estranhamente não valorizava a posse de bola, diante do Juventude mais bem disposto e na busca da recuperação.

Aos 16 minutos, Roberto cometeu falta sobre Lopes dentro da área: pênalti. O próprio Lopes cobrou e converteu: 2 a 1.

Aos 18, o Guarani quase ampliou o placar, quando Viola chutou com o pé direito, a bola tocou na trave e saiu. Aos 22 minutos, o meia Aílton apareceu na frente de Eduardo Martini que cometeu pênalti na tentativa de pegar a bola. O lance foi duvidoso. Na cobrança, o experiente Viola foi implacável: 3 a 1, aos 23 minutos. Dez minutos depois, Lauro reclamou de um pênalti e foi expulso. A angústia da torcida era tão grande que o jogo terminou aos gritos de “olé” e ao canto de “está chegando a hora”.

Na próxima rodada, o Guarani vai enfrentar o Paraná, dia 18, sábado, em Curitiba, sem Sandro Hiroshi, suspenso com três cartões amarelos. O Juventude tentará a reabilitação em casa, domingo, dia 19, diante da Ponte Preta.

Ficha Técnica:

Guarani Jean; Dida, Carlinhos, João Leonardo e Patrick; Careca Roberto, Aílton e Harison (Douglas); Sandro Hiroshi (Catatau) e Viola (Evandro Roncatto). Técnico: Agnaldo Liz.

Juventude-RS – Eduardo Martini; Índio, Vanderson e Rafael Zocchi; Jancarlos, Lauro, Lopes, Zé Rodolpho (Rogerinho) e Anderson (Sandrinho); Reinaldo Aleluia (Marinho) e Robgol. Técnico: Ivo Wortmann.

Gols: Viola aos 29 e Sandro Hiroshi aos 31 minutos do 1º tempo. Lopes aos 16 e Viola aos 23 minutos do 2º tempo.

Árbitro: Luís Alberto Sardinha Bites (GO).

Cartão amarelo: Lauro, Vanderson, Sandrinho e Sandro Hiroshi.

Cartão vermelho: Lauro.

Renda: R$ 15.037,00.

Público: 1.691 pagantes.

Estádio: Brinco de Ouro (Campinas/SP).