A situação segue tensa nos aeroportos do País, principalmente nas regiões controladas pelo Cindacta-1 (Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo e Brasília). Os atrasos têm hoje média de duas a três horas, mas há casos de vôos com atraso de até doze horas. Segundo o centro de comunicação social da Aeronáutica, o caos ainda é decorrente da pane de ontem, entre 13 horas e 15 horas, no sistema de comunicação da torre, localizada na capital federal.

"Acreditamos que seja reflexo de ontem, mas a parte de controle do sistema está operando com capacidade plana", afirmou o major Adolfo, da Aeronáutica. Para ele, o que acontece hoje é "efeito cascata" dos problemas de ontem. "Estamos trabalhando com a expectativa de que a situação volte ao normal ainda hoje", afirmou.

Os aeroportos estão lotados. Segundo a Infraero (Empresa Brasileira de Administração Aeroportuária) do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, o movimento está bem acima do normal para o horário. A Infraero de Brasília também informou que o movimento é bastante intenso no aeroporto da cidade. De acordo com a Rádio Eldorado, a situação no Aeroporto de Congonhas, na zona sul paulistana, não é diferente. As filas de passageiros nos balcões das companhias aéreas estão intensas, principalmente na aérea Gol.

Um vôo internacional da companhia aérea Pluna que partiria às 23h50 de ontem, do Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio, está programado para decolar hoje somente às 12 horas. Ontem, passageiros chegaram a esperar mais de seis horas dentro do avião. Muitos desceram irritados do avião e desistiram da viagem. Um boletim da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) de ontem apontou que de 1.241 vôos programados, 350 tiveram atraso de mais de uma hora (28,2% do total).

Segundo informações do site da Infraero, no Aeroporto de Congonhas aproximadamente 20 vôos têm atrasos na manhã de hoje. No Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, cerca de 40 vôos têm atrasos. No Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio, se contabiliza mais de 20 pousos e decolagens com atrasos.

Apesar da expectativa da Aeronáutica de retomar um nível de tranqüilidade nos aeroportos, o tempo hoje não deverá colaborar. É aguardado para hoje temporais na capital paulista, no Rio de Janeiro, em Brasília e em Minas Gerais, o que deve piorar a situação, que já é crítica, nestes aeroportos. De acordo com a Aeronáutica, não está programado nenhum plano de emergência. "Não há plano de emergência, a parte técnica está operando normalmente, aguardando que a situação se normalize", declarou major Adolfo, do centro de comunicação social da Aeronáutica.