No lugar de prisão preventiva como sugeriu a polícia, 11 dos 14 manifestantes foram liberados na quarta-feira, dois dias após serem detidos por conta do quebra-quebra das agências bancárias no ato contra a Copa do Mundo. Isso porque os juízes das 6ª, 8ª e 14ª Varas Criminais, que estão com os processos, entenderam que os envolvidos deveriam responder ao inquérito em liberdade provisória.

Dos 11 liberados, nove conseguiram a liberação por meio da atuação de defensores públicos e dois já possuíam advogados constituídos. “A Defensoria Pública do Estado do Paraná jamais ratifica ou apoia qualquer ato de violência, mas pelo que o sistema prevê, havia uma desproporcionalidade em mantê-los presos”, explicou o defensor público Fernando Rodrigues.

Ele também esclareceu que dos nove, quatro tiveram que pagar fiança porque cada caso depende do juiz que avalia o processo. Segundo o Centro integrado de Comando e Controle Regional (CICC-R), que concentra as autoridades de segurança mobilizadas para a segurança na Copa. Os 11 liberados não tinham passagem pela polícia. O CICC-R também informou que das 14 prisões realizadas na segunda-feira devido à depredação, dois menores foram liberados no mesmo dia e um detido foi transferido para o 11º Distrito Policial (DP) porque no momento da confusão, assaltou uma banca.

Ação

A Defensoria Pública do Estado do Paraná informou que o serviço prestado aos manifestantes liberados integra um trabalho desenvolvido junto ao outros órgãos no sentido de preservar o direito à liberdade de expressão e evitar abusos de poder durante a Copa.

Nesse sentido, os defensores estão com uma tenda na Boca Maldita nos dias de jogos do Brasil e disponibilizaram um telefone para atender emergências no período de realização dos jogos em Curitiba: (41) 8453-1095. O número estará ativo até 26 de junho, dia do último jogo realizado na cidade. Outra atuação da instituição será na Arena da Baixada, durante os jogos do Mundial, no juizado especial montado pelo Tribunal de Justiça do Paraná.