Pela segunda vez o julgamento de Joarez França Costa, o “Caboclinho”, e de seu suposto comparsa Antonio Luiz da Costa, o “Zóio”, foi adiado pelo Tribunal do Juri. A sessão deveria ter ocorrido ontem, mas o juiz José Carlos Dalacqua – que substitui o juiz Fernando Ferreira de Moraes, em férias – pediu adiamento para se informar melhor sobre o processo. O juiz não teve tempo suficiente para estudar o caso. Os autos do processo em que “Caboclinho” e “Zóio” são acusados de tentativa de homicídio somam 16 volumes.

O júri de “Caboclinho” e “Zóio” havia sido marcado, primeiramente, para fevereiro passado, mas foi adiado a pedido da defesa. Os advogados de defesa dos réus – Antônio Augusto Figueiredo Basto e Antônio Henrique Amaral Rabello de Mello – disseram que vão “desmontar” a acusação e que não há provas concretas do envolvimento dos acusados no atentado contra Adélio de Jesus Becker, ocorrido em setembro de 1999.

Desmanche

Adélio Becker era proprietário de uma loja de autopeças na Avenida Salgado Filho, na época do crime, e teve o carro atingido por uma saraivada de balas quando saía de casa, no bairro Boa Vista. Becker seria ex-parceiro de “Caboclinho” no negócio ilegal de desmanches de carros. “Zóio” é apontado como pistoleiro, que agia a mando de “Caboclinho”. A tentativa de homicídio se justificaria porque “Caboclinho” pretendia eliminar o concorrente.

Há um mês, Figueiredo Basto obteve, junto ao STF, um habeas corpus para Joarez França Costa em outra acusação de homicídio. No entanto, o acusado continua recolhido na Prisão Provisória de Curitiba, no Ahu, por diversos outros processos a que responde. Ele está preso há três anos.

O caso no qual ele obteve habeas corpus é o da morte de Jezael Cubas, conhecido como “Português”, ocorrida no final de 99, em Rio Branco do Sul. A vítima teria sido assassinada a tiros por “Zóio”, a mando de “Caboclinho”. Seria uma queima de arquivo porque “Português” sabia demais sobre as atividades criminosas da quadrilha de “Caboclinho”.