O adolescente Vitor Hugo Ferreira Silvestre, 15 anos, morreu eletrocutado na noite de sexta-feira, em Londrina. Ele foi até a Escola Municipal Bento Munhoz da Rocha Neto, no distrito de Lerrovile, para conversar com um amigo, mas acabou encostando em uma cerca elétrica que ficava em cima do muro e morreu na hora. A escola faz divisa com um posto de saúde e o muro que separa os dois equipamentos não é alto. Para evitar que os alunos fujam ou que estranhos tenham acesso à escola, foram instalados três fios de arame farpado em cima do muro. Esses fios foram ligados à rede elétrica.

O adolescente chegou à escola por volta das 21h30, procurando o seu amigo. Ele encostou a mão nos fios e acabou recebendo uma violenta descarga elétrica. Médicos do posto de saúde tentaram reanimar o jovem, sem êxito.

O diretor do colégio negou que houvesse cerca elétrica no local, mas o perito da polícia civil, José Carlos Miranda, comprovou a irregularidade. Ele quebrou o muro e achou a ligação irregular. "Foi feito uma gambiarra para eletrificar os arames", disse. Além disso, também não havia qualquer tipo de aviso sobre cerca elétrica e a altura não passava de um metro e meio. Na segunda-feira, a Polícia Civil vai abrir um inquérito para investigar a morte.