Em nota enviada à redação, o advogado Elias Mattar Assad afirma que “em nenhum momento mentiu” em relação a defesa de seu cliente (João Dirceu Nazzari) conforme argumentou a promotora de Justiça da Comarca de Rio Branco do Sul, Cynthia Maria de Almeida Pierri, em entrevista concedida quinta-feira no Palácio de Justiça, em Curitiba.

Para o advogado, o ex-prefeito de Rio Branco do Sul foi indiciado indevidamente pelo então delegado “Bradock” (hoje deputado estadual), apesar de ele ter sido alertado que não haviam provas contra Nazzari. “Agora vem o Ministério Público dizer que não denuncia (Nazzari) porque não tem provas! Como justificar o linchamento moral a que ele foi submetido ?”, pergunta Assad.

De acordo com a promotora, o ex-prefeito não foi inocentado judicialmente da acusação de participar de uma quadrilha de desmanche de carros, que seria liderada por Joarez França Costa – o “Caboclinho”- e por Paulo Mandelli. “O inquérito policial foi arquivado por falta de provas”, disse a promotora.