O agente penitenciário aposentado Sérgio Luiz da Motta, 42 anos, foi morto com dois tiros na cabeça, no pátio do posto de combustíveis Singer, na noite de ontem, na Cidade Industrial. O posto fica em frente à rotatória do cruzamento das Ruas José Rodrigues Pinheiro e João Rodrigues Pinheiro. Ninguém viu o matador, que atirou à distância.

Segundo apurou a Polícia militar, Sérgio fazia a segurança do posto no horário da noite. Um frentista contou que conversava com o agente penitenciário, quando ouviu um estampido, parecendo bombinha. Em seguida, Sérgio caiu ao chão. “Como ele estava usando um aparelho para medir a pressão, achei que tivesse dado algum problema no aparelho. Quando fui olhar, notei sangue na cabeça dele e reparei que era tiro”, comentou o frentista.

Correria

Achando que fosse assalto à loja de conveniência, o funcionário gritou para os outros frentistas para correrem e se abrigarem em algum local seguro. Só depois notaram que era homicídio. Ele e os funcionários dizem que não conseguiram ver de onde partiu o tiro. Como as câmeras de segurança não registraram nada estranho no pátio, acreditam que os tiros tenham sido dados de longe. Com base nisso, um investigador da Delegacia de Homicídios supôs que o crime foi trabalho de um atirador profissional.

A polícia ainda desconhece os motivos do assassinato. Um amigo da vítima apenas contou que o agente morava no Caiuá, na CIC, e estaria aposentado há cerca de um mês. Além do posto de combustíveis, disse o amigo, Sérgio também fazia segurança para uma casa noturna.