Após o motim que aconteceu ontem (10) na Penitenciária Estadual de Piraquara (PEP II), no qual dois presos mantivera, um agente penitenciário como refém, até conseguirem suas transferências para o presídio de Guarapuava, os agentes penitenciários do Paraná decidiram cruzar os braços nesta terça-feira (11).

Segundo o Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen), cerca de 90% das unidades prisionais do Estado estão com as suas atividades paradas, funcionando apenas os procedimentos essenciais e de emergência.

O Sindarspen disse ainda que na ultima Assembleia dos agentes, realizada no dia 12 de fevereiro, os servidores decidiram orientar a administração penitenciária e os demais trabalhadores que, em caso de rebelião, manteriam as unidades penais do Estado sem atividade rotineira por um dia subsequente à ocorrência da rebeldia dos presos.

O sindicato alega que a paralisação foi uma medida necessária para segurança das unidades prisionais, “frente à falta de uma política clara e objetiva do governo do estado para enfrentar o problema de insegurança nos presídios”.